segunda-feira

Conselho Nacional de Turismo: exemplo de união entre o setor público e privado

Ao receber no Palácio do Planalto, em abril de 2003, os principais dirigentes do trade turístico nacional, o presidente Lula dava uma sinalização pública da importância que o turismo passaria a ter na sua gestão. Pela primeira vez o setor ganhava status e era alvo de uma reunião exclusiva na Presidência da República. A solenidade empossava os primeiros membros do Conselho Nacional de Turismo, um órgão de desempenho único da esfera federal. Atualmente com 65 membros, o quórum médio das reuniões chega a superar os 100%, isto porque muitas entidades, além de participarem com os seus titulares, também levam os seus suplentes.
A sua representação plural permite a reedição, em termos menores, de um verdadeiro Parlamento do Turismo. Todos os segmentos estão representados e os diálogos e reivindicações acabam fluindo em direção a uma solução imediata. Para o então ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, que conduziu as reuniões nos últimos quatro anos, os encontros do Conselho serviram não só para nortear a sua gestão, como também para materializar a complexidade de uma atividade que estava órfã e precisava de força política para interagir com setores até então distantes, como os bancos oficiais, demais ministérios e os diferentes segmentos do próprio trade. O Conselho permitiu esta mágica. Todos sentados numa única mesa, conhecendo os problemas e as dificuldades de cada um e, o que é mais importante, conhecendo de perto os protagonistas de cada área. Nunca, na história do turismo ou de outra atividade econômica, aconteceu algo parecido. A interlocução promovida nos últimos anos acelerou em pelo menos duas décadas o processo de amadurecimento do setor. O importante também foi o surgimento de lideranças empresariais fora do tradicional eixo Rio-São Paulo.
São lideranças que estão tranqüilizadas pela decisão da ministra Marta Suplicy em dar continuidade a este trabalho, como bem ressaltou durante o seu discurso durante o almoço oferecido pela Câmara de Turismo da Confederação Nacional do Turismo (CNC), na primeira semana da sua gestão. O perfil administrativo da nova ministra é de uma gestão participativa. Foi dessa forma que geriu a cidade de São Paulo e ela tem o dom de ouvir a todos, não apenas os grandes setores, mas principalmente os pequenos. Um perfil que, aplicado no ambiente do Conselho, transformará a sua gestão em um mutirão que manterá unido os setores público e privado.
Ao reescrever a história do turismo brasileiro e colocar o setor como uma de suas 10 prioridades, o presidente Lula está criando as bases de desenvolvimento de um importante setor econômico e criando condições para que o turismo se fortaleça e seja nas próximas décadas uma atividade geradora de emprego e de melhoria de vida do povo brasileiro. É uma visão de longo prazo jamais vista na gestão do País.
Cláudio MagnavitaPresidente da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet), membro do Conselho Nacional de Turismo e diretor do Jornal de Turismo
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